2017-01-20

Jornalista português fala anonimamente sobre arbitragens na luz



Depois de ter publicado o artigo de ontem sobre o ser mais fácil mostrar cartões a jogadores do Sporting do que a jogadores do benfica, engajei em conversa com um jornalista desportivo português. Perguntei-lhe se podia fazer um post sobre a conversa e ele disse-me que sim desde que omitisse o seu nome, coisa que farei.


Sobre o estado actual do jornalismo:
"As opiniões nas redes sociais têm mais impacto atualmente do que grande parte das que são publicadas nos jornais. Não duvides! O Hugo Gil tem mais seguidores no Facebook do que muitos jornais. É uma ferramenta de propaganda incrível"

Sobre o penalty de Samaris não assinalado contra o Leixões e a não expulsão de Jonas:
"O Samaris fez um penálti do tamanho do estádio. Simplesmente estava lá um árbitro com 3 jogos de Liga, que apitava num estádio daqueles pela primeira vez e que teve medo."

Sobre as queixas no primeiro golo do Boavista:
"Os gajos do Benfica, no jogo com o Boavista, queixam-se de uma falta que aconteceu antes da falta que deu o golo ao Iuri. Ridículo! O árbitro teve um erro grave ao não marcar uma falta no meio campo contrário?"
Sobre os penalties da luz e de Setúbal:
"Para mim, o do Nélson Semedo é penálti; o de Setúbal não é. Mas tenho muitas, muitas dúvidas, especialmente em Setúbal. [...] se o árbitro errou a identificar o jogador que fez a falta, isso não invalida que não tenha havido falta."


Sobre os castigos aplicados pelo CD da Liga:
"O castigo, ridículo, foi-lhe dado pelo CD português [...] o castigo ao Luisão não teve nada a ver com o árbitro. Aliás, ele nem foi expulso. Ridículo porque devia ter apanhado 6 meses"

Sobre Bruno de Carvalho:
"Até porque acho que o Bruno de Carvalho tem sido perfeito em quase tudo um desastre na comunicação. acho, como achei na altura, que querer ser treinador/diretor-desportivo está a prejudicá-lo. Com o Leonardo Jardim já teria sido campeão. [...] isto é simples: quando se ganha, mérito aos jogadores e treinadores, deixá-los brilhar, ficar na sombra."

Esta conversa com este jornalista deixou-me com um sentimento positivo em relação ao jornalismo português. Há, claramente, jornalistas com dois dedos de testa e que sabem ver o futebol. Pena continuar a faltar uma certa liberdade para que este tipo de coisas possa ser dito abertamente. Para que jornalistas possam escrever sempre a sua opinião e para que árbitros possam apitar penalties do Samaris.







9 comentários :

  1. O anonimato do jornalista dá ao texto a credibilidade de um pepino

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    1. As pessoas têm direito ao anonimato e às suas opiniões.

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    2. Claro que sim. E atenção que eu acho que um pepino, só por ser verde, já é minimamente credível.

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    3. É evidente que tira credibilidade. Por outro lado, a ser verdade que é jornalista, espelha bem o medo que a classe tem hoje em dia de dizer o que realmente pensa. Tivessem metade da lata e do corporativismo que os árbitros têm, e talvez o jornalismo recuperasse parte da credibilidade que já teve. Quando são os próprios diretores de jornais a dizerem que se escreve o que vende...

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  2. Os homens medem se por defender o que acreditam. Entendo que possam haver pressões para que o jornalista querer o anonimato, mas as coisas só mudam quando se luta contra elas.

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    1. Isso é tudo muito bonito, mas lutar por causas não poe pão na mesa.

      Vale o que vale.

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  3. O homem precisa do seu emprego para viver. Ou acham que se o nome fosse divulgado conjuntamente com estas opiniões ele não era imediatamente proscrito na imprensa?

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  4. O Marco Ferreira tinha denunciado o Vitor Pereira de pressionar os árbitros por pressão em favor do benfica. Que lhe aconteceu ao Vitor Pereira?Nada. Que aconteceu ao arbitro?Nada. Viva o futebol português.

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