Jornais desportivos - A lavar mais branco desde 1945


Ontem várias casas de apostas suspenderam os eventos relacionados com o Feirense - Rio Ave devido a um possível caso de resultado combinado. Em Portugal há 3 jornais desportivos que podiam e deviam ter investigado o assunto e ter tido particular atenção ao jogo. Mas os jornalistas que cobriram esse jogo (António Casanova d'A Bola e Pedro 'Malacó' Amorim do Record) fizeram uma limpeza de imagem digna de um Winston Wolf.

Ambos começam com uma referência à "insuspeição" logo no título do artigo e colocando durante a análise a ideia de que o Rio Ave entrou a dormir no jogo. E os próprios textos das notícias são um hino ao mérito do Feirense e ao "sono" do Rio Ave. Até Gonçalo Paciência levou a conversa do sono/adormecer para a flash interview.
Este é sem dúvida um dos episódios mais negros do futebol português - o momento em que nos apercebemos que uma frase de Jorge Jesus dá matéria para 5 edições de jornais e um escândalo de apostas nem para uma pergunta ao treinador do Rio Ave serve. Mais, os jornalistas Casanova e Malacó ainda gozam com os leitores e com os adeptos do futebol com este tipo de avaliações ao jogo. Parece que não aconteceu nada nas 6 horas que antecederam o jogo e que o Rio Ave não entrou condicionado em campo - Seja esse condicionamento fruto de resultado comprado ou da notícia em si que pode ter criado desconforto e inibido os jogadores do Rio Ave. A verdade é que este jogo teve demasiadas condicionantes à sua volta e isso, 24 horas depois, já foi completamente mascarado com frases do género "REALMENTE INSUSPEITO".



O jogo foi realmente insuspeito, já os elogios à sua insuspeição são tão suspeitos como um chinês a apostar 100 mil euros na derrota do Rio Ave.







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