Ricciardi expõe o quão ridiculo é Madeira Rodrigues


"Aquelas declarações foram feitas no final da era Godinho Lopes, quando o Sporting se encontrava num estado calamitoso, nomeadamente quase em pré-falência"
, Record.
A fonte deste post é o artigo assinado por Bernardo Ribeiro no Record.

Notoriamente irritado e completamente revoltado com o que tinha acabado de ouvir da parte de Pedro Madeira Rodrigues, o banqueiro José Maria Ricciardi, em declarações exclusivas a Record, fez questão de esclarecer aquilo que considera ser um "método mafioso" utilizado pelo candidato no que diz respeito à ‘utilização’ de uma conversa sua com Sikander Sattar (da KPMG). "Este senhor é um mentiroso patológico. A próxima vez que falasse com ele seria apenas em tribunal, mas vejo-me na obrigação de esclarecer a verdade. Primeiro, reparo que este senhor faz uso de uma conversa privada, gravada ilicitamente, no fundo, recorrendo a métodos mafiosos enquanto mostra um ar de bonzinho. O meu tio-avô José de Alvalade, se visse este candidato a usar estes meios de verdadeira máfia, daria voltas no túmulo", começou por dizer José Maria Ricciardi, de 62 anos, completando: "Aquelas declarações foram feitas no final da era Godinho Lopes, quando o Sporting se encontrava num estado calamitoso, nomeadamente quase em pré-falência. Não via, na altura, outra solução que não fosse o Sporting abrir as portas a investidores, mesmo que isso implicasse a perda da maioria da SAD." O esclarecimento quanto ao período temporal da gravação não parece acalmar Ricciardi, que adotando um discurso inflamado, continuou a contextualizar a conversa com Sikander Sattar, em 2013. "O clube estava falido. Não via outra solução. Quem quisesse investir dificilmente poderia ser recusado. Era entre perder o clube ou mantê-lo vivo. Na altura pensei que seria possível, pois se aconteceu com o Man, United, Chelsea ou Man. City, também poderia acontecer com o Sporting. Bruno de Carvalho operou um verdadeiro milagre." Quanto à autoria da divulgação do vídeo, José Maria Ricciardi não tem dúvidas: "Tenho a certeza de que estas gravações vêm da outra candidatura, o que mostra a falta de categoria do senhor Madeira Rodrigues. Um discurso muito polido, mas práticas ao nível do pior que se vai vendo por aí. De máfia mesmo. É muito revelador." Entretanto, fonte oficial da lista de Madeira Rodrigues garantiu a Record que, se Ricciardi não retirar a suspeita de que a gravação teve origem na candidatura de PMR, o próprio gestor avançará com um processo em tribunal por difamação.



Banco Haitong sem comissões
Tal como Record noticiou, enquanto presidente do Banco Haitong, José Maria Ricciardi não recebeu nenhuma comissão por parte do Sporting, desde que Bruno de Carvalho é líder do clube. A questão foi novamente levantada por Madeira Rodrigues, agora na conferência de imprensa na sua sede. Recorde-se que o banqueiro vai avançar com uma queixa-crime contra o empresário, que vincou, também, que Ricciardi "é das pessoas que mais comissões recebe do Sporting". "Nunca recebi um tostão", tinha afirmado Ricciardi ao nosso jornal.



«Tiro o chapéu a Bruno»
À margem do ataque cerrado a Pedro Madeira Rodrigues, o banqueiro explicou o porquê da sua mudança de posição em relação às possibilidades de o Sporting manter a maioria da SAD. A explicação, em termos gerais, é simples e tem um único nome: Bruno de Carvalho. "Depois disso [da conversa que ontem veio a público], negociando uma fantástica reestruturação financeira, Bruno de Carvalho conseguiu evitar [que a SAD perdesse a maioria na SAD] e aí, confesso, tiro-lhe o chapéu. Alterou a reestruturação financeira, conseguiu receitas extraordinárias e equilibrou as contas. Fez algo que eu achava impossível!", sublinhou José Maria Ricciardi ao nosso jornal, concluindo: "Quando Bruno de Carvalho recebeu o clube de Godinho Lopes pensei que não haveria outra forma de o salvar se não a alienação de parte da SAD a investidores. A verdade é que estava errado."




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