É hora de vencer o tirano



O que faria um judeu se estivesse na mesma sala que Adolf Hitler e tivesse uma arma na mão?
Toda a gente esperaria que ele perdoasse e saísse da situação como o Better Man. Tal como esperam que o Sporting aceite todo o mal que lhe fazem.

Mas, e se na sua cabeça estivessem frescas as memórias da sua família a entrar para o comboio? Se as suas costas ainda latejassem das coronhadas que levou enquanto carregava pedras na lama? Se na sua retina ainda estivesse impressa a imagem do corpo do seu filho morto no topo de uma pilha de outros corpos?

Com a devida distância, nós somos esse judeu. Ainda temos bem fresco na memória o peito de Rui Mendes a sangrar e a maneira como o grupo não organizado de adeptos do benfica o celebra. Ainda temos bem presente na memória os golos legais que nos invalidaram, os penalties que não nos assinalaram, os vouchers que os árbitros recebem, os telefonemas, os ataques ao nosso Presidente, as cartilhas, os ataques nos jornais, as malas e tudo o que mais há de errado no futebol português.

Sábado, em campo, vamos enfrentar um tirano. Vamos dar a outra face? Ou vamos aproveitar a oportunidade para acabar com ele de vez?

Queremos um Sporting livre e que possa lutar pelo título como os outros participantes do campeonato ou queremos um campeonato onde há um vencedor pré-definido e onde os outros contendores se limitam a jogar a sua sorte para onde o ditador o permitir?

Sábado joga-se também o principio da próxima época. Ganhando Sábado, começamos a ganhar o futuro porque o tirano caiu. Perdendo... bem, vocês sabem o que aconteceu ao judeu...


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