Somos todos Jane Goodall



No futebol português deparamo-nos com vários fenómenos do mundo animal que só por si merecem ser analisados. Infelizmente estes últimos dois anos têm sido acontecimentos atrás de acontecimentos que, por si só, precisavam de uma equipa de investigação e análise dedicada vinte e quatro horas por dia.

Neste post vou-me focar nos primatas. Não pretendo ofender nenhum primata neste post mas temos que nos lembrar que um primata pode pesar até duzentos quilogramas como alguns elementos do nosso futebol.

Um primata tipicamente controla o seu território de forma astuta. Numa espécie de sistema patriarcal, o querido líder primata dá algum poder a quem lhe está imediatamente abaixo de forma a manter os seus inferiores felizes e controlados. Esses inferiores ainda não têm acesso às tecnologias da informação e, por isso, delegam a primatas menores essa tarefa. Uma espécie de pirâmide a que chamam de "estrutura".

Graças ao polegar oponível, o primata consegue facilmente carregar malas que entrega a outros animais com os quais mantêm uma relação de simbiose. O chamado quid pro quo do reino animal. Como, por vezes, uma mala não é suficiente para obter o benefício, é então designado um primata honorário para liderar a os animais em questão.

Como a vida na selva poderia ser complicada e obrigaria a lutar pela sobrevivência. os primatas construiram o seu zoo pessoal. Um zoo muito dinâmico onde, por vezes, entram carrinhas com um pó estranho. Mas, ao que apurámos até ao momento, o querido líder primata é alheio a tais carrinhas e chegou-se a emocionar quando confrontando com a sua existência.

Nesse zoo têm uma aldeia própria onde recebem os tratadores para estes perceberem que nenhum outro animal pode ser posto acima do primata. Por vezes o tratador está longe, então o chefe dos tratadores liga-lhe e diz-lhe para ter calma no jogo dos primatas pois nada os pode afectar.

Neste momento, os adeptos do Sporting são uma espécie de Jane Goodall a analisar os primatas a brincarem com fezes. Vemos como eles não têm medo de borrar a própria mão se isso permitir atirar o excremento à cara de uma possível ameaça. Já nós vamos registando o que eles fazem e dando-lhes abracinhos. Enquanto este comportamento continuar, nunca triunfaremos na selva.




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