Um título que cheira a pó, a roubo e a sangue



O Porto acaba de hipotecar as suas hipóteses de ser campeão. As do Sporting foram hipotecadas por terceiros já há algumas semanas.

O golo mal anulado a Alan Ruiz contra o Marítimo era o suficiente para nos manter na corrida. De todos os murros no estômago que levámos esta época, bastava UM não ter acontecido para a história deste campeonato ser diferente. Mas eles não correram riscos, deram vários para garantir que íamos mesmo lá para baixo.

Se imaginarem que houve jogo da mala sempre contra nós enquanto estivemos na corrida e que árbitros foram jantar ao museu da cerveja, em quanto não terá ficado este título do benfica?

Mais, se tivessemos tido a coragem de fazer pressão sobre a arbitragem desde o primeiro dia em quanto mais tinha ficado? Nesta época, 17 clubes forem prejudicados para que um pudesse ser campeão de forma folgada. Como no ano anterior e nos outros dois antes desse.

Estamos dispostos a gastar o mesmo dinheiro para sermos campeões na próxima época? Ou vamos continuar a ser anjinhos e a acreditar que tudo se resolve dentro das quatro linhas?

A maior prova disto é que até acontecem assassinatos na noite antes de um derby e não há consequências à vista. Amanhã a Sagres faz um video a apelar à paz no futebol e toda a gente se esquece do que aconteceu. Todos menos aquele filho que ficou sem um pai morto às mãos de um benfiquista. Mais um...

Vamos chegar ao final da época com cheiro a pó, a roubo e a sangue. O título da vergonha está bem entregue ao campeão da vergonha. Este futebol está podre. E nós demasiado mansos para mudar algo.


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