Inutilidade de Renato Sanches e teimosia de Rui Jorge custam eliminação do Europeu Sub21




O primeiro jogo do Europeu já tinha demonstrado que Rui Jorge estava refém de Renato Sanches. As constantes masturbações de ego ao flop de Munique não passaram despercebidas e, à primeira oportunidade, seria titular.

Aconteceu logo à segunda jornada contra a Espanha e o resultado foi o que se viu. O meio-campo de Portugal, composto por Renato Sanches e João Carvalho, foi completamente atropelado. Inacreditavelmente, o único que fez a diferença nesse jogo (um remate ao poste e conduziu os mais perigosos ataques) foi o primeiro a ser substituído. Renato foi o último e, mal saiu, Portugal marcou logo um golo. Neste jogo, Cancelo perdeu a bola mais de vinte vezes (!), não só se manteve em campo até ao fim como foi titular no derradeiro encontro.

Nesse segundo jogo, o tal contra a Espanha, ficou notória a incapacidade de conduzir a bola pelo meio e gerir os tempos do meio-campo e Rui Jorge insistiu em manter Iuri Medeiros e Francisco Geraldes no banco.

No terceiro jogo, e a precisar de golear, lá se decidiu meter uma frente de ataque com Bruna (dois golos), Iuri (duas assistências) e Podence (um golo) a apoiar um desinspirado Gonçalo Paciência. O talento destes três jogadores ajudou a disfarçar a inoperância do meio-campo e aos dois minutos já se vencia.



Parecia que Rui Jorge tinha aprendido a lição e estávamos embalados para o apuramento. Mas não. Na primeira oportunidade tirou Podence para colocar Diogo Jota (que acabou expulso) e quando, finalmente, tirou Renato Sanches colocou Ricardo Horta que também não acrescentou nada à equipa.

Neste momento, Renato Sanches é o médio português em pior forma (o próprio admitiu no final do jogo) e só os malabarismos da imprensa portuguesa foram capazes de pressionar Rui Jorge a metê-lo em campo. Foi aí que começou a nossa eliminação.


Comentários

  1. Boa "jogada" do comendador Mendes mas que correu mal. Mostrou à evidência que "mandou" F. Santos não convocá-lo para a equipa principal e "convenceu" Rui Jorge a pô-lo a jogar nos sub-21 como "montra" para os clubes potencialmente interessados em pegarem nele já que a guia de marcha do Bayern é mais que certa.
    Correu mal porque o rapazinho só conseguiu demonstrar que não é o génio fora-de-série que a CS diz que é, ainda para mais depois de uma época cheia de rotinas de banco em Munique.
    Como se pode facilmente comprovar os "mendilhões" são mais importantes que tudo o resto. Pobre futebol português que está completamente refém de interesses que não os puramente desportivos.

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  2. O melhor futebol desta selecção de sub-21 apareceu apenas quando jogaram em simultâneo o Podence (1 golo e 1 passe para golo), o Bruma (3 golos e melhor português, apesar de apenas ter sido opção de início no terceiro e último jogo), e o Iuri (2 passes para golo, embora apenas tenha sido titular no terceiro e último jogo, e não tenha sido utilizado contra os espanhóis), nas costas do único ponta-de-lança convocado (Paciência), mas estes quatro apenas coincidiram durante cerca de uma hora do último jogo...

    É curioso que nestes 5 anos e 8 meses sem derrotas o Rui Jorge tenha utilizado sempre equipas baseadas na Academia de Alcochete, e no único jogo em que optou por um onze inicial maioritariamente composto por estrelas do mundubai (Bruno Varela, Cancelo, João Carvalho, Sanches e Guedes, 5 do mundubai de início contra a Espanha, num onze onde apenas começaram 3 de Alcochete -- Edgar Ié, Ruben Semedo e Podence)... toma lá a primeira derrota!

    Ainda tentou corrigir no último jogo (Bruma, Podence, e Iuri finalmente em simultâneo, + Edgar Ié e Tobias), mas voltou a tirar o Podence demasiado cedo (o segundo a sair, uma vez que desta vez o burro Sancholas foi o primeiro a saltar), e não deu um segundo sequer ao Chico Geraldes...

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