Matheus Pereira, em entrevista, motivado para a próxima época e pede oportunidades



Uma bela entrevista de Matheus Pereira ao jornalista Bruno Fernandes (nome curioso) do Record onde aborda as oportunidades, os reforços do Sporting e a próxima época.

[RECORD] O Sporting foi o primeiro dos três clubes ‘grandes’ a arrancar com a pré-temporada. Com que sentimento partiu para o período de preparação e como foi o contacto com os novos jogadores?

[MATHEUS PEREIRA] Entrámos no primeiro dia da pré-temporada com o mesmo pensamento de sempre: começar bem,com os objetivos bem estabelecidos, focados e a conhecer alguns reforços, como o Mattheus Oliveira, com quem já tinha contacto da igreja. As primeiras impressões são boas.Vimos sempre com o objetivo de dar o nosso melhor, de melhorar cada dia mais e levar o nome do Sporting o mais alto possível. É essa a sensação que tenho todos os anos: de me apresentar no melhor nível possível, de dar o meu melhor, o meu máximo, independentemente do que possa –ou não – acontecer.

Muito se tem falado sobre a possibilidade de o Sporting o emprestar a uma equipa portuguesa que lute pelo acesso aprovas europeias. É algo que lhe agrada?

MP – É claro que esta temporada gostava de jogar com mais regularidade e já informei os dirigentes do Sporting disso: se entenderem que não é possível, tenho a intenção de sair para jogar mais. Esse é um dos objetivos que estabeleci para a próxima temporada.

E acha que vai ser essa a opção do clube, deixá-lo sair para jogar com mais regularidade? 

MP – Ainda não falaram comigo, nem me informaram de qualquer tipo de intenção. Podem ter informado o meu empresário, mas comigo ainda ninguém falou. O projeto que tinham para mim era o de me poder afirmar no Sporting e jogar com alguma regularidade. Mas é como disse: caso não aconteça, já informei que quero ter um ano diferente, com mais jogos.

Club Brugge, Deportivo da Corunha, Feirense e Marítimo são alguns dos clubes interessados. Algum destes nomes já apresentou uma proposta oficial?

MP–Sobreosclubes,ainda não estou muito por dentro disso. Foco me apenas no meu trabalho e deixo isso para o meu empresário. É ele que está a trabalhar nisso. Mas o que sei é que não há nada de concreto, apenas sondagens.

Sair e jogar com regularidade é uma intenção para provar alguma coisa a alguém ou para provar a si próprio que pode fazer mais?

MP – Não tenho de provar nada a ninguém. Toda a gente sabe o meu valor – e eu também sei. Quero é superar-me todos os dias, ser melhor do que fui ontem. Todos sabem que sou uma pérola da casa. O que preciso são oportunidades, algo que não está a ser possível.

Que sentimento lhe suscita esse eventual cenário de, pela primeira vez enquanto sénior, poder disputar grande parte dos jogos numa equipa de primeira divisão?

 MP – Não estou ansioso: tenho, sim, uma vontade muito grande de poder fazer muitos jogos. Na primeira época [com Jesus] sempre que fui chamado, que tive oportunidades, estive bem. Dei o meu melhor, fiz golos, tive números... Tenho vontade de fazer 30 jogos, 40 jogo se chegar ao fim da temporada e estar satisfeito pelo que fiz.

A saída pode ser importante para voltar ao Sporting com outros ‘argumentos’? 

MP– Se sair, estarei focado no clube que estiver a representar e só depois vou pensar nisso. Tenho contrato válido com o Sporting até 2020, sim, mas a partir do momento em que saia, vou pensar no lugar onde estiver, para dar o meu melhor. Sempre com seriedade e profissionalismo.

Trabalhou duas épocas com Jorge Jesus. Sente que já aprendeu tudo com ele?

MP– Jorge Jesus é um treinador muito bom e todos os jogadores ambicionam trabalhar com ele. Mas assim como aprendi com ele, também aprendi com todos os outros treinadores, quer na equipa B, quer nas categorias de base do clube. Se tiver de sair não é por causa dele, não tenho nada contra ele. É, sim, pelos objetivos que coloquei para minha carreira, que é jogar com mais regularidade. Na época passada isso não foi possível. Na primeira época, Jesus deu-me várias oportunidades; na segunda não tive tantas.

No jogo com o Tondela, Jesus deixou escapar um “joga como treinas!”. Sempre que jogou, jogou como treinou?

MP – Durante toda a época sempre fiz excelentes treinos. Se ele disse isso, é sinal de que treino muito bem. O que fiz pelo Sporting, fiz sempre a dar o meu melhor, o máximo.

Quando abordou a questão dos reforços, disse já ter tido contacto com o Mattheus Oliveira, que chegad oEstoril. Como o avalia?

MP –O primeiro contacto com o Mattheus [Oliveira] foi muito bom! Como disse, conhecemo-nos na igreja [n.d.r.: ambos frequentam a igreja evangélica]. Acredito que vai ter um futuro risonho no Sporting, é um jogador com muita qualidade, com um bom pé esquerdo e vai depender dos treinos, das opções. Mas acredito que vai encaixar bem na equipa do Sporting. E vai encaixar em pouco tempo...

E o Matheus Pereira?

MP – Como disse, tive uma temporada que poderia ter sido melhor se tivesse jogado mais, mas ainda assim estou feliz pelo que vivi no Sporting e sei que vou ter um futuro risonho. Sempre fui um bom profissional e sempre dei o meu melhor.

Independentemente daquilo que o futuro lhe reservar, onde coloca o Sporting na luta pelo título, sabendo que em 2016/17 a equipa ficou aquém das metas a que se propôs – a nível interno e europeu? 

MP – Sei que os dirigentes do Sporting estão, neste momento a montar a equipa, a fazer o que acham melhor para o clube e sobre isso não tenho muito a dizer, pois prefiro guardar para mim. Todos os jogadores analisam este tipo de questões, mas guardam para si. O que posso dizer é que sei que o Sporting vai estar muito forte na próxima temporada, a lutar pelo título de campeão, que é um dos objetivos a que se propõe.


Comentários