Os negócios óptimos e os negócios possíveis



Vivemos uma altura estranha no que toca a negócios de jogadores de futebol. Tão depressa se vê um ilustre desconhecido ser vendido por quinze milhões como jogadores de renome chegarem a custo zero. E, em ambos os casos, existe sempre um risco associado ao valor do jogador.

Até clubes, que conotados com "boas vendas", têm exemplos destes: Em Julho de 2013, o Porto foi buscar um jovem jogar com algum potencial ao Pescara por dez milhões. O seu nome é Quintero. Hoje o Porto prepara-se para vender Quintero ao River Plate por um valor a rondar os quatro milhões.

O Sporting, como é óbvio, não é excepção no que toca a contratações. Nas mais caras até temos acertado mais do que as que temos falhado como se comprova no inquestionável valor de Bas Dost e Acuña. Mas, claro está, também falhamos. O caso de Alan Ruiz é um bom exemplo de um jogador promissor e talentoso que simplesmente não se adaptou ao Sporting e que, por esse motivo, é muito complicado de valorizar. Na altura, a sua aquisição teve um custo total a rondar os oito milhões e agora, sem espaço no Sporting, deve sair por um valor inferior a esse. É inegável que se perderá dinheiro com Alan Ruiz mas qual é a alternativa? Manter o jogador entre o banco e a equipa B fazendo com que desvalorize ainda mais?

O ajuste que está a ser feito ao plantel neste mercado de Janeiro parece-me bastante acertado. Reforços para zonas importantes e vendas/empréstimos de jogadores que ou não rendem no Sporting ou que ainda precisam de crescer. Veremos se há espaço para mais uma ou outra surpresa nos próximos dias.

E, da mesma maneira que nos preparamos para fazer o "negócio possível" com Alan Ruiz também é bom lembrar que este tipo de abordagem ao mercado nos permitiu comprar Slimani por trezentos mil euros e vendê-lo por trinta milhões. Nem sempre acertamos e nem sempre falhamos mas sinto que, actualmente, acertamos muito mais vezes que aquelas que falhamos. Estamos a crescer!




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