O Crime Compensa



Os jogos do benfica são aborrecidos e não é pelo futebol que se joga ou não. É porque em todos os jogos há um conjunto de eventos que parecem fotocópia da jornada anterior.

Em todos os jogos há sempre um par de jogadores adversários que parece estar no trigésimo dia de uma qualquer greve de fome. Basta ver os golos de Ruben Dias e Jardel. Nenhum central do Boavista tirou sequer os pés do chão.

Por falar em Ruben Dias... um "jogador" que devia ter sido expulso na semana passada por quase partir o pescoço a um jogador do Portimonense, acaba por inaugurar o marcador.

É claro que em quase todos os jogos há uma grande penalidade de génese duvidosa para que se desbloqueie o marcador o quanto antes e que permita ao Jonas ir-se distanciando na lista de melhores marcadores.

Outra coisa tão certa como o Sol nascer todos os dias é verificar que há sempre um jogador da equipa adversária que parece entrar em campo com o equipamento errado. É um exercício engraçado que hão-de fazer: ver qual o jogador do adversário do benfica que podia estar a jogar de vermelho. Para mim, esse jogador foi o Talocha! Fez um jogo miserável coroado com um cabeceamento patético em cima da linha de golo que obriga a auto-golo de um colega.

Nenhum jogo do benfica termina sem uma mão cheia de casos escandalosos de arbitragem que prejudicam a equipa adversária. Não vá dar-se o caso dos centrais adversários conseguirem cortar bolas, obviamente. Ontem não foi excepção:

27' - Rafa dá uma cotovelada a Kuka
31’ - David Simão carregado à entrada da área do benfica
58’ - Varela faz penalty depois de perder o controlo da bola
73’ - Amarelo (mais um...) perdoado a Fejsa
81’ - Cervi dá uma chapada a um adversário

Em todos estes casos, o árbitro manda seguir. Aposto que o árbitro Tiago Martins vai ter uma carreira bela e maravilhosa cheia de jogos internacionais.

No futebol português, o crime continua a compensar! Jogos sem qualquer réstia de verdade desportiva, semana após semana. Temos o campeonato que merecemos graças aos criminosos que vamos permitindo que gravitem à nossa volta.




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