Mea Culpa e um Pedido



Uma noite mal dormida, provavelmente como todos vocês, é o resultado de um dos dias mais desgastantes e penosos enquanto adepto e sócio do Sporting Clube de Portugal. Entre telefonemas e SMS's, a pergunta era sempre a mesma "o que raio se está a passar?".

No calor do momento, tudo nos passa pela cabeça. Ao ver a cabeça do Bas Dost aberta, arrependi-me imediatamente de ter dito que preferia não ver estes jogadores no Final da Taça. É verdade que foi um final de época frustrante que culminou com uma derrota muito difícil de engolir contra o Marítimo mas nada, repito, nada justifica o que aconteceu.

São os jogadores que representam o Sporting em campo, são os jogadores que são vistos como os exemplos para os mais novos e até são os jogadores que ajudam a vender camisolas. Pensamos que o melhor do Clube são os adeptos mas a verdade é que sem atletas também não há Clube.

O mesmo se aplica a Jorge Jesus. Fez escolhas erradas e devia ver a sua situação contratual analisada depois da Taça mas nunca na vida merecia ter sido agredido. Jorge Jesus tem sessenta e quatro anos, é Sportinguista e ajudou o Sporting a subir um degrau neste mundo moderno dos negócios milionários. Não é por insistir no Bryan a oito e dispensar o Iuri Medeiros que perde o respeito que devemos ter por ele. Bater em alguém de sessenta e quatro anos é inenarrável.

Repito, não gostei da atitude da equipa na Madeira como não gostei em dezenas de outros jogos ao longo dos quase cento e doze anos de Sporting. Mas falhar um golo cantado ou sofrer um frango não são motivos para o que aconteceu ontem. Aliás, nada é motivo para o que aconteceu ontem.

Peço agora aos jogadores do Sporting, os mesmos que julguei mal, que se acalmem. Que entendam que aqueles cinquenta idiotas não nos representam. Que o Sporting não está mais refém de quem lhe quer mal. Peço aos jogadores do Sporting que nos ajudem a dar a volta a isto, que se encham de coragem, entrem em campo no próximo Domingo e conquistem a Taça. Nós, na bancada ou em qualquer outro lado, havemos de ser incansáveis no apoio. Dizem que não devemos ter ídolos, um tipo que foi agredido e tem a coragem de ir para o campo é muito mais do que um ídolo, é um herói! Uma coisa que nos vai faltando há algum tempo...


Comentários

  1. Muito bem! Grande post! Nem parece deste blog, francamente.

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  2. Mas já ando a dizer isto bem antes do Natal... com doping ou sem doping, para "jogar à porco"... ( q também inclui ameaças do estilo "a tua mulher/namorada vai ter um filho meu" ou "quando chegares a casa encontras as paredes"... SE NÃO DERES 200% EM CAMPO!... palavra de superladräo -> e assim se criam mitos!

    Agora pauladas e insultos não há história, e é coisa de absolutamente mentecaptos estupidos, pois não leva a nada, e bem vão merecer se forem parar à cadeia)

    ... ESTA EQUIPA NÃO TEM DIMENSÂO FISICA PARA ALTOS VOOS, não importa se os jogadores querem muito também, é simplesmente confrangedor ver qualquer merda chegar habitualmente primeiro à bola, mesmo quando depois acabam por ganhar o jogo.

    Isso do quando ganham está tudo bem e quando perdem está tudo mal, comigo não pega... o Sporting até foi longe porque é bem superior tecnico/tacticamente... mas a dimensão física faz a produção de golos cair para níveis de 2a divisão ou pior.

    Culpa e mérito de JJ ao mesmo tempo.

    Para mim não houve assim grande murro no estômago... até já estava à espera dum escorreganço. Agora não sei se as palavras constantes do JJ com a carga de jogos e cansaço e não pode treinar, é desculpa ou UM AVISO pois ele estava a ver o mesmo que eu!..

    Seja como for tal não se deve dizer em público, pois como q leva a un relaxar... e ao menor dia menos bom, toma!

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  3. Pelo que disse anteriormente não é à toa que o Gelson Martins e o Bruno Fernandes se destacam tanto, mas se o último encaixa bem em tácticas muito elaboradas, já o 1o tem vindo a perder criatividade e espontâniedade, valendo-lhe ser bastante rápido.

    O resto quando estão cansados é de bradar aos céus!... valendo-lhes a táctica (e a técnica qb.) a passo de caracol para se desenrascarem nos objectivos.

    Isto independentemente de quererem tanto ao mais q os adeptos nas bancadas.

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