Adeus, Jorge



Foram três bons anos, não o posso negar. Infelizmente também foram três anos de "quase". O primeiro não foi por culpa tua, todos vimos o que aconteceu e, com fé, os tribunais tratarão de repôr a justiça e o título que os padres nos tiraram.

O segundo ano foi horrível, para nós e para ti que viste partir o teu pai no meio do lamaçal que se tornaram as eleições. O terceiro, talvez, o mais amargo de todos. "Em todas as frentes" num "contra tudo e contra todos" que não nos deu mais do que uma Taça da Liga e ainda quase nos desfez o Clube.

Entre defeitos e qualidades, acho que foste um dos melhores treinadores que vi no Sporting. O capítulo tinha que ser fechado, já não havia condições para nenhum dos lados e assim foi melhor. Serás feliz noutro lado e nós seremos felizes sem ti. Hoje, para os outros que te chamaram Jorge Jejum, voltaste a ser um grande treinador.

Este molho agridoce com que temperaste a nossa relação não podia terminar de outra maneira: Um "vai-te foder" por aquilo que não conseguiste tirar de alguns miúdos da nossa formação e pelos "Alans Ruizes" desta vida. E um "enorme obrigado" por tudo aquilo que conseguiste melhorar no Sporting, por lutar olhos nos olhos com os tubarões da Europa e na ajuda para potenciar alguns jogadores.





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