O angustiante relato de Bas Dost




"Estava sozinho e fiquei com medo, até que um se voltou para mim, não vi o que tinha na mão, e atingiu-me na cabeça; caí para o chão e o indivíduo que me agrediu deu-me pontapés e disse a outro que fizesse o mesmo. Fiquei no chão inconsciente 5 minutos. O João Rolin [secretário técnico] veio para me ajudar e deu pontapés à pessoa que me agredia. Levantou-me, ele é muito forte, e afastou-me do corredor. Tinha muito sangue na cabeça, ele levou-me para outro sítio e disse-me que tinha de voltar para ajudar os outros. Nesse momento ate fui egoísta e disse que não me deixasse. Ele levou-me para outra sala onde estava o enfermeiro Mota e um médico que me assistiram. Foi tudo muito rápido, 5 minutos, quando os meus colegas entraram perguntei se já tinham ido embora e disseram-me que sim"

"Não tenho tanto medo como no primeiro mês, não posso dizer que tenho medo. Falei com terapeutas especialiados em trauma"

"Tive apoio e disseram-me que saísse do país; fui de férias, foi horrível pois não sabia o futuro. A minha mulher estava grávida e queria ter o bebé em Lisboa. Fui com o meu agente para a Áustria e tive terapia. Nesse período pensei em muita coisa. As pessoas aconselharam-me a não ser medicado, só valia a pena se não dormisse e isso não aconteceu."

"Nao fazia nada, estava na cama a temer pela vida, com dores e em choque"

"Sinceramente após alguns jogos não me sentia bem, depois prometeu-me que nada acontecia e não aconteceu. Ganhámos as taças mas as celebrações já não foram a mesma coisa"


E assim se destruiu a carreira, no Sporting, do melhor ponta de lança que passou cá nos últimos vinte anos. Devastador!





Comentários

  1. E depois disto pode-se de alguma forma dar a mão às claques?
    Quero que, o mais rapidamente possível, o Varandas seja corrido.
    Mas qualquer Direcção que venha tem de ser ainda mais corajosa do que esta.
    ZERO de tolerância!

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