O que esperamos do Estado em tempo de Covid19



Disclaimer: Este texto não é sobre futebol. É sobre a problemática situação que o mundo vive.

Numa altura em que o desemprego é uma sombra a pairar sobre muitas famílias, uma crise económica é o cenário mais possível para o fim da pandemia. Uma crise económica sem precedentes pois advém de um período onde o consumo decresceu fruto a uma quarentena mundial.

Ainda antes do fim de Março, estima-se que muitas famílias não consigam pagar a renda de casa já no próximo mês. Também muitas empresas estão em risco de não pagar ordenados nem facturas a fornecedores. Hoje, os Estados Unidos da América registaram o recorde de pedidos de subsídio de desemprego (3.2 milhões só numa semana), estão lançadas as sementes para um desastre de proporções bíblicas.

É então mandatório que o Estado actue e alivie a carga fiscal. IVA e TSU têm que ser aliviadas. Não faz sentido ter uma taxa de 23% de IVA nesta altura. Por cada quatro coisas que um português compre, oferece uma ao Estado. Também a TSU é um imposto exagerado, onde o empregador tem que pagar 23.5% do ordenado do funcionário.

Mas não é só o Estado/Governo que tem que agir. Os bancos têm que abdicar, durante os próximos meses, das taxas de juro nos créditos habitação. Assim, as pessoas poderão honrar o seu compromisso para com a dívida mas não pagar os desnecessários juros numa altura de risco, ou certeza, de desemprego.

E não faz sentido dizer que o Estado ou os Bancos não têm dinheiro. Todos os meses, os portugueses injectam milhões de euros em impostos e juros. Agora é a altura de eles fazerem a sua parte.

Se acham este post relevante, por favor partilhem com a vossa família e amigos. Só todos juntos podemos fazer a pressão necessária para que o governo e os bancos protejam os cidadãos.




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