Bom regresso, mau resultado



O Sporting voltou hoje à competição, mais de três meses depois do último jogo. Com muitas alterações e uma clara aposta na juventude, viu-se de tudo um pouco mas, acima de tudo, viu-se esperança para o futuro.

O Sporting começou o jogo com cinco jogadores da sua formação: Max, Eduardo Quaresma, Camacho, Matheus Nunes e Jovane Cabral. Algo que, infelizmente, não tem sido muito normal. Mas é isto que se espera deste final de época. Estamos na luta pelo terceiro lugar mas a principal vitória será preparar e identificar jogadores de valor para a próxima época.

Do Sporting destacaram-se Eduardo Quaresma, Camacho, Jovane e Sporar. Infelizmente o meio-campo (Battaglia e Matheus Nunes) ficou logo condicionado, com um espetáculo de amarelos de Carlos Xistra, e não conseguiu funcionar a 100%. Notou-se também muito a falta de Wendel. Max, tal como outros guarda-redes esta jornada, esteve mal. Talvez seja a posição mais exposta à falta de rotinas. Já sobre os mais experientes, Acuña, Mathieu e Coates tinham obrigação de ter feito muito mais, principalmente a partir do momento em que o Vitória ficou reduzido a dez (75').

Rúben Amorim começou bem e mexeu bem na equipa mas não mexeu o suficiente. A terceira substituição ficou por fazer. Talvez Pedro Mendes pudesse ter acrescentado qualquer coisa à equipa a partir do momento da vantagem numérica.

Há uma crítica que tem que ser feita: nos minutos finais, empatados, o Sporting foi trocando a bola até Carlos Xistra apitar. Não faz sentido. O Sporting tem que jogar sempre para tentar uma vitória. Não se pode prestar a isto.

Ainda assim, um jogo bem disputado. O mais bem conseguido dos três grandes neste regresso da primeira liga.

Há futuro! Não para esta época, mas para o Clube, que é o mais importante!


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