Omeletes sem referências



O Sporting entrou em campo, contra o Vitória de Setúbal, com oito jogadores abaixo dos 23 anos. Foi o onze com média de idade mais baixa da liga. Um claro sintoma e que há aposta na formação, mas o que se pode fazer apenas com formação e com pouco compromisso das referências?

Nas conversas que se sucederam ao jogos, a maior parte das pessoas com quem falei tinham a mesma opinião: os mais experientes, à excepção de Coates, foram os piores em campo. Ristovski, Acuña, Wendel (a espaços) e Vietto estiveram mal durante grande parte do tempo que estiveram em campo.

Ora, um jogador sentirá mais ou menos dificuldade em entrar no onze se dentro de campo tiver alguém que lhe dê o exemplo, que o guie. Ontem o Sporting apenas jogou a espaços, apenas correu a espaços.

A destruição da equipa B acabou por também ter consequências. Grande parte destes jogadores não tinha qualquer minuto contra equipas com jogadores séniores e a diferença de andamento é abismal.

À medida que o jogo foi avançando, foi-se vendo a moral dos jovens jogadores a esfumar-se. A sua resiliência foi destruída pela teia montada por Lito Vidigal. Nenhuma das referências em campo, tirando Coates, mostrou qualquer vontade adicional de vencer o jogo. Vietto, talvez por vir de lesão, até acabou por se esconder um pouco.

Se queremos ter sucesso na próxima época, é preciso muito mais de quem já tem mais quilómetros nas pernas. É preciso instalar uma mentalidade vencedora e competitiva nos jogadores, caso contrário será outra época como esta.


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